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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A Terceira Badalada

        Buenas, pessoal! Completamos mais uma Feira do Livro em Santo Antônio e novamente eu empunhei o sino como Xerife para saudar e despedir a cada dia.Muita gente ainda me pergunta o que eu faço lá afinal, vestido daquele jeito. Inicialmente era para simplesmente abrir e fechar simbolicamente a Feira, mas conforme as edições vão se seguindo eu descobri algo muito melhor que isso e vou dividir com vocês.


      O convite para participar da Feira veio da minha grande colega e professora Larieti que lembrou da minha fantasia de Chapeleiro Maluco e sabe que cara de pau não me falta. Aceitando o pedido, descobri que ninguém sabia muito bem de onde essa história de Xerife tinha vindo, então acabei descobrindo algo muito interessante: o presidente da Câmara do Livro em 1976, Maurício Rosemblat, viajava pela Europa quando viu um rapaz anunciando as manchetes de um jornal badalando uma sineta pelas ruas.Então ele trouxe essa ideia para a Feira, avisando os livreiros e o publico de que um novo dia de atividades literárias começava ou terminava, chamando o mensageiro simbolicamente de Xerife. No nosso caso, nossa feira ainda é relativamente pequena e uma badalada é perfeitamente audível em todo o Parque Tedesco sem que eu precise caminhar por todo espaço, por isso eu pensei em investir meu tempo em algo diferente para o papel, no caso a fantasia de um personagem literário diferente para cada edição da Feira. Claro que eu também me inspiro nos figurinos das adaptações para o cinema, como foi o primeiro caso, mas o objetivo inicial é trazer a vida personagens dos livros, podendo abranger outras plataformas em outro momento, afinal a arte da palavra não se restringe apenas aos livros.


        Na edição do ano passado a fantasia de Dom Quixote acabou não dando muito certo por falta de acabamento, então resolvi caprichar nesta da terceira Feira do Livro. A ideia original era fazer de um outro personagem, mas por causa do sucesso do filme O Tempo e o Vento resolvi mudar de ideia na última semana – sim, tudo de ultima hora - e fazer os trajes do Capitão Rodrigo. Me perguntaram como é que eu escolhia os personagens e eu respondi que não escolho os mais importantes, mas sim os visualmente marcantes em suas histórias. Tanto é que muitos reconheceram a fantasia instantaneamente e ajuda tudo a fazer sentido. Eu adoraria me vestir de Dom Casmurro, mas quem é que ia pensar que um cara em trajes do século passado é um personagem específico? Bem, quem sabe numa próxima vez.


       Como eu – ainda – não sei costurar, eu precisei de muita ajuda de quem aceitou embarcar nessa comigo. Primeiro escalei minha mãe, claro, e só Deus sabe oque ela passou comigo nas ultimas duas semanas. Tínhamos que fazer o tal do chiripa, uma espécie de saiote gaúcho, mas não havia nenhum site que explicasse como fazer o dito cujo e ficou para mim a missão de improvisar os cortes e à minha mãe consertar os erros. Para fazer o casaco da farda eu recorri a minha queria tia Olinda que sacrificou todo seu fim de semana para me ajudar, mas o item principal da fantasia ainda estava longe:

        Na minha família há uma espada usada na guerra do Paraguai por um de meus ancestrais de deveria ter lutado pelo império brasileiro, do mesmo tipo que o Capitão Rodrigo de Érico Verissimo provavelmente teria usado. Assim que eu decidi fazer a tal fantasia, eu sabia que precisava dessa espada que gentilmente me foi emprestada. Foi engraçado ver a reação das pessoas quando elas olhavam incrédulas para espada, as crianças ficavam alvoroçadas e algumas nem acreditavam que era de verdade, pois eu não tirava da bainha por precaução. Mas para portar tal objeto eu precisava de um cinto adequado e mais uma vez eu contei com a parceria do Wando que fez o cinto em pouquíssimo tempo com toda boa vontade. Devo também um agradecimento especial ao meu primo Berbacha que correu atrás das botas e foi pessoalmente me buscar na Feira para me conseguir um lenço e chapéu.


     Assim a fantasia foi feita através de muita amizade e como eu disse no encerramento da Feira, a Literatura representa antes de tudo a grandeza que o ser humano em suas diversas potencialidades e foi um grande prazer conviver mais uma vez com meus colegas que organizaram a feira, meus amigos artistas, os livreiros e os novos rostos que vão se agregando a festa. Amanhã publicarei mais detalhes da feira no Prosa na Varanda, um grande abraço!

Felipe Essy

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Zumbi no Palco

Buenas, pessoal! Que nossa terra era fértil, todo mundo já sabe desde o tempo dos canaviais, mas é evidente que a expressão artística esta ganhando cada vez mais força na nossa cidade e o teatro é uma delas como vamos ver na nova peça "Rizoma Conta Zumbi".


Indo além da dramaturgia, o espetáculo Zumbi também trata-se de uma produção musical, considerado o primeira autenticamente brasileiro, segundo João das Neves. A nova montagem adapta a peça "Arena Conta Zumbi", escrita em 1965 por Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, com músicas de Edu Lobo e nos presenteia com essa oportunidade de conhecer uma importante obra criada durante um dos períodos mais efervescentemente criativos da produção cultural brasileira. Além disso, ao mesmo tempo que conhecemos a arte do passado, podemos reconhecer o presente dos talentos que desenvolvem a cena artística da cidade.

Não é de hoje que o teatro reside em Santo Antônio através das maquiagens e interpretações de nossos atores. Junto com alguns dos veteranos dos palcos patrulhenses, o Grupo Teatral Rizoma traz novos artistas originados de oficinas teatro e bandas de garagem, lembrando a elogiada companhia teatral Atuadores Pur'Arte originada da mesma forma anos atrás. Com direção de Augusto de Fraga Cardoso, o elenco é formado por Thali Bartikoski, Bruno Barcelos, Vanessa Armichi, Brenda Fernández, Maurício Lopez de Oliveria e Luiz Henruque Dias. Acompanhando os atores, estarão os músicos Eder Duarte, Ciro Davila e João Felipe Tondo.

Zumbi é um personagem que dispensa apresentações e que ainda gera muita curiosidade em torno de sua lenda. Nada melhor então do que conferir a peça Rizoma Conta Zumbi na sua pré-estreia dia 25 de Setembro, na próxima quarta-feira. Você pode conferir esse baita espetáculo por módicos cinco reais no já conhecido Centro de Convenções Qorpo Santo às 20:00 hrs. Nos vemos lá!

Felipe Essy

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Expedição à Capital do Mundo!

        Buenas, amigos. Eu cresci ouvindo meu pai contando histórias de parentes distantes e moro até hoje na antiga casa da minha avó, onde passei boa parte das minhas tardes de infância. Sendo assim, não é de se admirar que eu seja fascinado por saber de onde veio tal objeto ou quem são aqueles na foto do antigo porta-retrato. Assim eu comecei a dar uma de Indiana Jones investigando o passado e acabei conhecendo o GenealogiaRS, um grupo de pesquisadores que estuda principalmente as famílias de origem alemã como a minha. No último sábado eu arrastei meu pai para um dos encontros do GenealogiaRS e divido com vocês um pouco dessa pseudo-expedição.


        Sábado eu e meu pai saímos abaixo de chuva rumo à Rolante, a "capital do mundo", como carinhosamente chamamos essa terra querida por muitos de nós. Apesar da situação úmida, a gente não podia deixar de achar tudo aquilo divertido, afinal estávamos viajando para resgatar algumas histórias da nossa família como se fosse uma caça ao tesouro e não tem como não se sentir uma criança em 12 de Outubro.


      Admito que nos perdemos na "imensidão" da capital do mundo, mas voltando um pouquinho acabamos achando o cemitério evangélico onde meus bisavós estavam. Era tudo um barro só e meu pai já não se lembrava bem onde ficavam os túmulos, mas com um pouquinho de procura e muita chuva no lombo a gente acabou achando. Por mais que seja um lugar fúnebre, eu não enxergo o cemitério como um lugar triste ou agourento, na verdade sinto que visito um memorial àqueles que ali estão e ver o nome de pessoas que eu só havia ouvido falar em histórias de um tempo remoto nas lápides foi como ter um contato com a parte da família que eu não conheci pessoalmente, por mais distantes que estejam agora - e isso é incrível.


         Eu sei que muita gente não gosta de cemitérios e acaba meio que abandonando seus mortos lá. O problema disso é que depois de um certo tempo ninguém mais sabe onde quem está e duas gerações depois temos um monte de covas desapropriadas. Cemitérios guardam mais que nossos entes queridos, guardam parte da nossa história e cuidar desse espaço é cuidar da nossa família e de nós mesmos, afinal o valor que você da para o passado é o que o futuro pensara de você. Depois de nossa breve aventura pseudo-arqueológica, fomos ao Sicredi para encontramos nossos colegas do GenealogiaRS.


      Lá assistimos a ótima palestra ministrada por Dalva Reinheimer, Doutora em História e coordenadora do curso na FACCAT de Taquara, que nos falou sobre a trajetória do Sicredi desde sua fundação em Rolante até a presente data em que comemora 90 anos. Muitos dos genealogistas publicam suas pesquisas e quase sempre eu volto com peso a mais para casa. Olha só o estrago dessa vez:

Os dois volumes do "Raízes de Nova Hartz", "Do Velho Mundo para Bucherberg ou Bugerberg"
e "A Navegação Fluvial na República Velha gaúcha".
        Sempre que vamos a Rolante, podemos contar com a presença de alguns amigos que mesmo não sendo genealogistas também tem um grande carinho pelo passado. Dentre eles o ilustre Affonso Both, fotógrafo mais antigo em atividade da cidade, que nos mostrou sábado o protótipo do livro que está preparando para publicar com fotos marcantes da cidade. Tive a sorte de sentar ao lado dele e me debruçar sobre essa maravilha e devo dizer que promete!


       Depois da palestra e das conversas entusiasmadas pelo encontro tão esperado na capital do mundo, fomos presenteados pelo Sicredi com uma bela galinhada de almoço, como direito a suco de uva da Boa Esperança que estrategicamente já nos convidava para a próxima parada. Só faltou o Spritzbier!


        Em seguida entramos no ônibus e subimos o morro rumo à Boa Esperança. Gostei muito desse encontro por ter levado meu pai - depois de muita insistência. Meu pai também sempre gostou de histórias de antigamente e participar desse encontro foi como redescobrir um velho brinquedo, além de poder dividir esse momento com alguém. Você pode imaginar como a estrada de terra estava com aquela chuva, mas fomos todos lá e não nos decepcionamos nem um pouco.



     A Boa Esperança é a região das vinícolas e produtoras de artigos coloniais de Rolante, e assim que chegamos na casa dos Finger, nosso destino sempre que vamos lá, vimos essa baita paisagem que recompensa qualquer desventura.




         Lá pudemos provar à vontade os vinhos, sucos e produtos da família Finger - e devo dizer que não pude voltar de mãos vazias, mas o que realmente faz esse lugar tão bom de visitar não é somente a paisagem ou os vinhos, mas a simpatia e gentileza com que todos se tratam. Realmente é incrível ver esse tipo de coisa hoje em dia, mas com todas essas pessoas lá não faltam motivos para querer voltar.


       Na chegada demos uma passada na Casa da Colonia da capital do mundo e voltei triste por que tinham acabado as cucas - e sair de Rolante sem cuca é o mesmo que ir na Moenda e não comer uma rapa quente, mas oportunidades não vão faltar para quem sempre volta.



        Vocês devem ter notado que tenho um carinho especial por Rolante, isso se dá por que meus avós vieram de lá e desde a primeira vez que eu fui para a capital do mundo para conhecer a cidade e conhecer um pouco mais da história deles fui muito bem recebido por todos e não faltam amigos para uma boa conversa. Espero que tenham gostado do meu pequeno relatório de viagem, até o post de quinta-feira!

Felipe Essy


     Agradecimentos especiais ao Nélio Schmidt, que sempre organiza os encontros, nosso queridos rolantenses Mara Sarquiz e o Affonso Both, ao Rogério Breier, do qual surrupiei algumas fotos, além de todos meus primos de 3º,4º ou 5º grau do grupo. Um abraço a todos!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Ode a Osíris

      Hoje nos despedimos do nosso colega e grande amigo de Grêmio Literário, Nelson Osíris. Não cabe a mim e nem no espaço desse post dizer quem ele foi, mas eu gostaria de compartilhar com vocês a lembrança que guardo desse colega que partiu deixando saudades.


     Eu encontrei o Nelson pela primeira vez em uma reunião do Grêmio Literário na livraria La Mancha. Como era de se esperar, não pude deixar de achá-lo no mínimo excêntrico, afinal seu enorme conhecimento ganhava um tom quase cômico pela seu desapego em relação a modéstia. Ele adorava contar a história do bastão do índio, que simbolizava o direito sobre a fala e somente quem o portasse poderia se manifestar enquanto os outros esperavam sua vez de obter o instrumento da palavra. Não raro, Nelson se empolgava em suas problematizações e resoluções, deixando o espaço que eu sempre esperava para dizer "Olha o bastão, Nelson", numa brincadeira amiga. Ouvindo assim, você pode acabar caindo no equívoco de considerá-lo exibido ou arrogante, mas assim como Nelson enxergava muito bem suas qualidades, ele também reconhecia muito bem todos a sua volta, mesmo os recém chegados com eu.

      Quando eu vinha às reuniões do Grêmio na Biblioteca, o primeiro a me saudar era o Nelson, mas o "boa noite" sempre antecedia um questionamento em relação as notícias da semana ou determinada polêmica. Nem sempre eu sabia o que dizer, afinal eu estava falando com "o" Nelson, mas a fé com que ele parecia nos enxergar me dava coragem para falar um pouco mais toda vez e essa é talvez a minha melhor lembrança sobre esse querido colega. Ao mesmo tempo que sua modéstia só existia quando justificada, Nelson sempre participava com gosto de uma conversa, fosse com quem fosse, independentemente da idade ou condição social, fazendo com que todos a sua volta crescessem um pouco mais junto com ele.


    Algo que me fez sentir melhor depois da perda foi saber que eu tive a grande honra de poder participar junto com o Nelson no livro Prosa Na Varanda, sobre o qual nosso amigo ficou muito entusiasmado e sentenciou que deveríamos produzi-lo anualmente. Tanto era sua empolgação em relação ao Grêmio e seus projetos literários que ele havia decidido voltar a residir definitivamente em Santo Antônio da Patrulha, mas o destino pareceu lhe dar essas conquistas e novos sonhos como um prêmio de despedida. Se olharmos a foto acima, a última tirada de Nelson por seu sobrinho Guilherme, a felicidade e esperança em seu olhar são de tal forma palpáveis que podemos ter a certeza de que ele soube usar bem o bastão da palavra enquanto o teve, a nós agora cabe somente pensar em como usá-lo na nossa vez.

Um grande abraço de seu amigo Felipe Essy.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Rock À Todo Volume

     Ontem à noite eu e a Marcinha fomos ao Ocidente conferir o show de lançamento do novo clip da Lautmusik , “Tugboat”, financiado com sucesso pelos admiradores do grupo no site Catarse. Rodeada de amigos, a banda confirmou a qualidade gravada no disco “Lost in the Tropics” numa performance descontraída e empolgante que também antecipou canções de seu novo disco.


       Tudo começou com a criação do projeto de financiamento do videoclipe no Catarse, um site que veem se destacando como ferramenta para apoiar projetos como esse por pessoas como eu e você que acreditamos em uma ideia. A meta era arrecadar R$ 7.760 para produzir o clip de “Tugboat”, mas a banda conseguiu superar essa quantia em quase de mil reais. Isso é resultado da popularidade da Lautmusik tanto pela crítica especializada, quanto pelo publico dos bares de POA. A canção que originou o clip integra o disco “Lost in the Tropics”, lançado em 2011 após dois EPs, que inclusive concorreu ao prêmio Dynamite na categoria melhor álbum de rock e no Top 10 do Trama Virtual, mas “Tugboat” não é a primeira canção do disco a ser filmada: O clip de “Mai” agradou tanto que a Lautmusik foi convidada para abrir o show do The Cure no início de 2013, ou seja, podemos esperar bastante dessa nova produção assinada pela Baxada Nacional Filmes. Como diria o Chico, olha aí, meu guri:


       Como a Marcinha e eu chegamos um pouco cedo, nós pudemos ver o pessoal da Lautmusik passando um pouco do novo clip para testar o som e naqueles poucos segundos de exibição já dava para notar que ficou de primeira: Assim que o clip começou a passar no telão, não foi preciso dar qualquer aviso para que todos parassem de fazer oque estavam fazendo e irem até o telão assistir “Tugboat”.


       A primeira coisa que chama a atenção no clip dirigido por Filipe Barros é a fotografia assinada por Eduardo Rosa, explorando a profundidade e movimentos constantes, assim como o “Tugboat” (“rebocador” em português). Outra sacada da produção foi inserir um personagem visualmente sobrecarregado pelo tempo para evidenciar a metáfora de alguém que, da mesma forma que rebocador, carrega coisas muito maior do que ele:

“Small as I am
I can still drag you along
But only so far
But only so far

Let go of all resistance
And follow my lead
My strength lies in your acceptance
As soon as you dock, I will flee
And forever remember
That together we were mighty
That together we were mighty”

      Depois da exibição do clip o show começou sem cerimônias num clima descontraído, como um momento de curtição musical compartilhado com amigos e admiradores da banda. Talvez seja isso que nos faça simpatizar logo com a Lautmusik, pois mesmo não fazendo do show um espetáculo para assistir, também não ignorou o publico que foi lá conferir o lançamento do novo clip. Assim eu concluo dizendo que há mais para falar da Lautmusik do que eu poderia botar nesse post, então eu realmente aconselho você a descobrir a sua próxima banda favorita:



        O show de ontem foi o último antes de uma pausa nas atividades, pois a vocalista Alessandra Lehmen estará fora do país, mas já deixou os vocais do próximo disco gravados para a banda dar continuidade a produção do álbum. A Lautmusik tocou sete músicas novas no show e posso dizer que já esto esperando ansiosamente pelo disco. O meu muito obrigado à banda que gentilmente me atendeu e respondeu minhas perguntas e a todos um grande abraço!

Felipe Essy

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O Primeiro Livro A Gente Nunca Esquece

       Buenas, pessoal! Juntamente com o Grêmio Literário, eu acabei de lançar meu primeiro livro Prosa na Varanda - Crônicas e vou compartilhar com vocês como foi a experiência no post de hoje.


        Eu imaginei que eu ficaria sentado numa mesa conversando com meus colegas e autografando um livro de vez em quando, afinal não era nenhum evento badalado, mas assim que eu sentei as pessoas começaram a vir até a mesa e quando eu vi tinha uma fila enorme para os autógrafos - e adivinhem quem era um dos primeiros da mesa? Claro que era eu! Chegou uma hora que nem eu mesmo reconhecia minha própria assinatura de tão nervoso que eu estava, mas foi uma experiência muito bacana ter contato com os leitores, pois no blog eu estou acostumado a escrever de uma forma mais distante. Participar desse livro está sendo mais do que um novo passo na escrita, mas um verdadeiro aprendizado de tudo aquilo que envolve escrever além das linhas.


        Antes da abertura do lançamento já tinha pessoas comprando os livros e indo até a gente para pegar os nossos autógrafos, mas foi pedido que todos se sentassem para assistir a apresentação de abertura montada pela companhia teatral Cogumelos Azuis, no entanto nós tivemos que atender quem já estava lá e pude apenas ver alguns trechos da apresentação entre as frestas da fila na minha frente. Com um olho nos livros e outro na encenação, pude perceber o quanto ficou bonita a apresentação dos Cogumelos: O figurino romântico foi uma escolha perfeita para o texto sobre o que é escrever, citando vários autores desde Neruda até Quintana - e não posso deixar de dizer que adorei eles terem utilizado a trilha do filme Amélie Poulain. O nosso amigo Silvano Marques fez uma bela reportagem para a TV Rapadura sobre o lançamento onde você pode ver alguns trechos da apresentação e entrevista com os autores:


       Como eu nunca havia autografado antes, aconteceram algumas coisas curiosas. Um homem me entregou dois livros e depois de escrever a dedicatória do primeiro para ele, perguntei para quem era o outro, ao que ele me respondeu que ambos eram para ele mesmo: Um para ler e outro para ficar na estante. Resolvi então fazer uma dedicatória a estante, dizendo o quanto eu estava honrado em habitá-la. Outra dedicatória curiosa foi a que fiz para minha cabeleireira: "Para aquela que resguarda o gramado de minhas ideias." Pelas dedicatórias, você pode imaginar o quanto eu me diverti escrevendo as crônicas!


        Eu quero agradecer especialmente a Marcinha que além de me apoiar em todos meus projetos, ela não mede esforços para me ajudar. Sempre disposta a ler meus textos quando eu pedia e até encomendado cartões para serem entregues junto com os livros. A Marcinha é mais do que uma namorada ou uma agente, como a gente gosta de brincar, mas uma verdadeira companheira e é à ela que eu dedico tudo que eu faço. Eu também gostaria de registrar aqui a satisfação que eu tive em receber todos aqueles que compareceram no lançamento ao meu convite: Minha família, que sempre está presente nos momentos importantes para mim, meus amigos que vieram compartilhar essa experiencia comigo e um agradecimento especial para a Kátia e Márcio, que vieram lá de Porto Alegre para o lançamento e ainda trouxeram a Panni, nossa amiga vinda da Hungria que está fazendo intercâmbio por aqui e acabou até dando entrevista.


         Enfim, o meu muito obrigado a todos que de alguma forma participaram desse momento. Se você não pode ia ao lançamento e quer o seu exemplar do Prosa na Varanda - Crônicas, é só me mandar um e-mail para blogfelipeessy@hotmail.com pedindo o seu que acertamos a entrega e modo de pagamento. Aproveite enquanto o livro ainda está pelo preço de lançamento por módicos R$ 20,00 e tenha já o seu! Um abraço!

Felipe Essy

domingo, 28 de julho de 2013

O Lado Rapadura da Blogsfera

         Buenas, pessoal! Para comemorar a semana de aniversário do blog, eu preparei um post sobre blogueiros com a participação de alguns escritores virtuais aqui de Santo Antônio. Além de falar um pouco sobre cada blog, também vamos conhecer um pouco mais como a blogsfera funciona pelo lado de dentro.



        Comunicar-se é uma necessidade universal, seja para problematizar uma teoria ou apenas dizer para todo mundo como seu almoço estava bom. Durante um bom tempo escrever foi uma atividade de grandes intelectuais que almejavam o sucesso e o hobby de algumas meninas que escondiam seus diários de todo e qualquer olhar, mas a popularização da internet mudou isso, no entanto enquanto os escritores se desesperavam com o desprestígio das editoras, as adolescentes descobriram que seu diário secreto poderia virar uma vitrine de seus pensamentos e assim, surgiram os blogs.


         Apesar de terem evoluído muito, os blogs ainda mantém a essência dos velhos diários sendo um lugar para expor pensamentos, compartilhar imagens bacanas ou citar um trecho interessante de um livro. O blog da Brenda Fernández, o Anitellando, é um bom exemplo. Com um visual simples, o blog reúne uma série de citações e pensamentos dos autores favoritos da jovem estudante de jornalismo, indo de Leminski a Camões, também postando algumas imagens de inspiração. Ao contrário do que pode parecer, assim como o Annitellando a maioria dos blogs não foi criada como um canal de transmissão para um público, mas como um mural pessoal de ideias e recortes do mundo na visão do autor, e assim surgiu e continua sendo a ideia do blog da Brenda: 
"Sempre gostei muito de ler, e confesso, que até tentava escrever. E nos livros eu tinha costume de ficar marcado/riscando nas páginas as passagens que eu mais gostava, que anos depois eu nem achava mais. Na época que criei minha página estava muito na moda criar o tal ''tumblr'', então nem pensei e criei, e para lá eu passava tudo que, entre linhas, tinha grande importância para mim. [...] Como pouquíssimas pessoas conhecem a minha página, ainda bem, me sinto muito a vontade para escrever pensamentos momentâneos, reflexões no geral." 

      Mas por coincidência ou não, descobri o blog da irmã da Brenda que ilustra bem uma outra maneira de utilizar essa ferramenta digital. Luana Coitinho também possui um blog que define como seu diário aberto, onde ela pode escrever sobre o que quiser e quando quiser, mas embora ele mantenha os traços pessoais de um blog tradicional, o Blog Super Bonita apresenta um conteúdo de posts de opinião e dicas, explorando um outra área de interesse feminino: o de beleza e decoração.



     Nos últimos anos, principalmente com a popularização dos vlogs, os blogs de tutoriais de maquiagem ou de soluções criativas para aproveitamento de espaço se tornaram bastante populares originando vários semelhantes, mas com apenas 15 anos, Luana soube requintar o Super Bonita, deixando o maduro sem perder a delicadeza, ao contrário daqueles blogs açucarados que infestam a rede, pois muita gente já percebeu o potencial dessa ferramenta, mas Luana afirma:
"Criei porque precisava um lugar para expor minhas opiniões e porque sempre gostei de escrever, então uni o útil ao agradável. [...] Eu espero continuar com ele por muitos anos, e, quando eu tiver uns 20 anos, ver as postagens antigas e pensar: 'Nossa, como eu mudei!' Isso se o Blogger existir até lá, claro..."
     Infelizmente nem todo mundo escreve por que gosta de escrever e o campo dos blogs está sendo imundado por pessoas que vem nele apenas um meio e não um fim, fazendo aqueles que estão entrando agora nessa área pensarem duas vezes antes de se aventurar, como comentou a Márcia Peixoto sobre o seu blog Páginas de Cetim:



"No início eu só pensava em escrever e queria ter leitores, pessoas que lessem meus textos e conferissem minhas postagens sobre cabelos, makes ou resenhas de filmes e livros. Com o crescimento da profissionalização do blogueiro hoje se sabe que pode-se ganhar dinheiro com isso e seria hipocrisia dizer que não almejo fazer do blog um trabalho secundário onde além de expor minha vida eu possa ganhar uns trocados. Esse mesmo nicho de mercado fez com que eu percebesse que a blogosfera já saturou de blogs de meninas com tutoriais e looks do dia, hoje estou tentando dar um novo rumo ao blog, fazendo com que ele cresça em números de leitores e financeiramente também, porém estou em um processo de reformulação de conteúdos, tentando ao mesmo tempo deixar com a minha cara e trazer algo de novo para a blogosfera."
      Quando o blog é visto com um trabalho e não apenas uma atividade de lazer, as tarefas podem se tornar grandes demais para o autor continuar a fazer tudo sozinho e não raro essa função de parceiro acaba nas mãos da pessoa mais próxima, no caso da Marcinha, eu né. Embora o Páginas de Cetim ainda esteja apenas começando, nós passamos a nos dedicar bastante a ele e como a Márcia é uma "nerd analógica", sobrou o trabalho sujo para mim: "O Felipe me ajuda com a gramática e lê quase todos os textos para dar um confere se eu não falei nenhuma besteira sem saber. Ele também cuida da layout da página." E como vocês podem notar, o meu blog não é o único que me da trabalho, mas o inverso também acontece, pois como eu disse no post de aniversário do blog, a Marcinha me ajuda um monte com meu blog. Não apenas me incentivando, mas tomando verdadeiras iniciativas por mim, como os cartões de apresentação com o logo do blog que ela mandou fazer.o


       Claro que os blogs não são uma exclusividade feminina, pois além de mim também temos outro conterrâneo que não tem apenas um blog, mas três! Estou falando do professor de inglês Márnei Consul, que recentemente participou comigo do livro Prosa na Varanda. Ele criou o blog English Zone como uma ferramenta pedagógica: "Gosto de tê-lo para sair um pouco da mesmice da sala de aula, fazendo, também, com que os alunos tenham contato (se obriguem a ter) com uma espécie de EaD." Não é raro que blogs comecem como uma experiência de sala de aula, afinal é comum eles serem usados por professores e alunos, mas Márnei já tem em mente novos planos para seus blogs: "Com o tempo, pretendo fazer um site englobando meus quatro blogs, ou seja, os dois pedagógicos (Inglês e Literatura), o de escritor e o pessoal."

       Como vocês puderam notar, não falta gente com o que falar aqui na nossa terrinha, e como tem muitos blogs daqui que eu gosto, eu resolvi fazer esse post sobre eles. Um muito obrigado a Brenda, a Luana, a Márcia e o Márnei que aceitaram participar do post e contribuíram com toda boa vontade do mundo. Nos vemos no post de terça, um abraço!

Felipe Essy

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Chimarrão Radioativo - Babi Jaques e os Sicilianos


        Buenas, pessoal! A banda pernambucana Babi Jaques e os Sicilianos passou por Santo Antônio fazendo um baita show no 662 e para todos que já conhecem ou querem saber um pouco mais sobre a banda, aqui vai o Chimarrão Radioativo de hoje com um bate papo com o grupo. Não haverá transmissão ao vivo nos próximos dias, pois estaremos fazendo manutenção da rádio, mas o Chimarrão segue sendo disponibilizado no blog. Confere aí!

Felipe Essy

quarta-feira, 3 de abril de 2013

A História sem Pátria



       Com certeza não é esse tipo de parabéns que se espera em um aniversário, mas nestes 253 anos de existência que Santo Antônio da Patrulha esta completando muita coisa aconteceu e outras não foram feitas até hoje. Caso você esteja se perguntado por que eu disse 253 anos e não 202, é basicamente  por que a cidade foi fundada em 1760 e comemora-se na verdade seu "status" de município oficializado em 1811. Se você quiser conhecer um pouco mais da história da cidade, clique aqui, pois nesse post iremos ver algo diferente.

       Eu estava lendo uma reportagem sobre o aniversário da cidade semana passada e nela li algumas coisas sobre os pontos turísticos da cidade, na maioria monumentos ou antigas construções. Aparentemente apenas um boa matéria para ler, mas meu pensamento sobre aquilo não parou depois da leitura da última linha. Qualquer um que se interesse pela história de Santo Antônio já cansou de ouvir o município fazer publicidade com seu patrimônio histórico enquanto permite a demolição de casas centenárias e pivôs do desenvolvimento da cidade, quando não de toda região do litoral norte. Não estou me queixando dos veículos ou estabelecimentos privados que usam imagens de monumentos históricos da cidade, muito pelo contrário, a iniciativa privada é a única coisa que ainda torna a existência dessas relíquias possível. Eu estou criticando os órgãos e setores de gestão pública. Digo órgãos e setores por que não é só obrigação do prefeito e vice cuidarem disso, pois afinal temos 13 vereadores, além das secretarias e setores relevantes ao assunto, então acho que posso exigir mais do que umas mãos de tinta quando se trata de preservar o patrimônio da cidade, não posso? Então vamos lá.




        Recentemente algumas casas antigas foram demolidas por seus proprietários que já não tinham mais condições de preservá-las adequadamente, sendo duramente criticados quando na verdade não se tem nenhum tipo de incentivo – decente – ou auxílio para que esses proprietários preservem essas casas. Se você acha isso muito “arreganho”, saiba que é extremamente dispendioso manter uma casa antiga e resistir a tentação da praticidade moderna ou por acaso você acha que é bom viver numa casa de portas estreitas, teto baixo, janelas que dão diretamente para a calçada, além do preço altíssimo de reposição de peças que na época eram feitas com uma qualidade que poucos podem pagar hoje em dia. Não, não é fácil e não se tem nenhum motivo relevante para o cidadão comum sem muitos recursos manter uma casa dessas. Por causa disso eu posso afirmar com toda segurança que praticamente não há mais nenhuma casa na cidade que preserve totalmente suas características originais de construção. Telhados rebaixados, telhas trocadas por "brasilit", parapeitos de mármores que não existiam antes, piso de pedra onde era madeira, portas e janelas onde antes não havia e por aí vai. Pior é quando destroem todo um prédio antigo para tentar deixá-lo com uma aparência estilística antiga que ele não tinha como foi tragicamente o caso daquelas casas na esquina da Borges com a Marechal Floreano. Belas construções de época praticamente destruídos para se passarem por um casarão lusitano. Além de diminuir o número de exemplares arquitetônicos antigos, também desvaloriza as construções originais incentivando a ações extremamente prejudiciais a preservação do patrimônio histórico.


Rua Marechal Floriano em 1940 aproximadamente

Mesmo local em 2011

      Outra construção antiga que a cidade adora explorar para vender postais e estampar propagandas é a igreja da Matriz, que também já foi inúmeras vezes retalhadas e chega a ser difícil definir onde isso começou já que o projeto original nem previa uma torre, mas vamos nos ater ao mais recente:

Notem os ladrilhos nessa foto de 1950
Ainda com as águas-furtadas em 1950

Sem a torre em 1928.
       Quando a igreja passou por uma reforma nos anos 70, as águas-furtadas que ficavam no telhado foram simplesmente tiradas sem um bom motivo. O piso de ladrilho hidráulico (se não me engano) também foi coberto por um novo piso borrachudo que eu acho uma desgraça, principalmente para um igreja neogótica. Estou acompanhando as postagens sobre a atual reforma e, se meus olhos não me enganaram, estão substituindo o forro original de madeira por PVC. Pelo amor de deus, é uma igreja de 1928! Não acho que estou sendo ingrato reclamando da reforma – isso não é restauração nem aqui nem em lugar nenhum. Não é por que nunca fazem que eu tenho que engolir qualquer coisa. Eu sou cidadão e exijo que cuidem do patrimônio da minha cidade reconhecendo o valor que ele tem.

Atual reforma do forro da Matriz em 2013
         A praça da Matriz nem se fala. Atualmente parece mais um aterro em comparação ao que já foi: Funcionários da própria prefeitura destruíram os mosaicos durante a reforma duvidosa dos banheiros e nunca mais foi consertado, mas isso apenas se somou ao grande descaso em relação a importância histórica da Praça dos Açores, como originalmente foi chamada quando foi inaugurada nos anos 60, sendo quase impossível perceber a beleza das referencias às obras de Oscar Niemeyer hoje em dia. A Fonte Imperial ficou lá esquecida durante muito tempo somente recebendo várias camadas de tinta até que recentemente foram feitas algumas reformas dignas lá.

A Praça da Matriz recém inaugurada nos anos 60
Praça no início de 2011 "apagada" como todos os anos.

        Enfim, o que eu quero dizer é que os setores de gestão parecem não existirem quando se fala de preservação e valorização do patrimônio publico. Todos os projetos e ações nesse sentido são privadas e raramente – se não nunca – recebem algum incentivo relevante. O Baú da Borges, uma das melhores iniciativas dos últimos anos, é um bom exemplo. Totalmente independente e recebe  pouca ajuda da prefeitura além do fechamento da rua aos domingos. O Rotary e o Lyons também encabeçam muitos projetos sociais bacanas incluindo patrocinar a companhia de teatro Cogumelos Azuis que dificilmente teria recebido um auxilio semelhante do setor publico. Percebem por que me revolto? É como se uns se vangloriasse dos feitos dos outros. Não gosto de como as coisas estão, não sei se vão mudar e sinceramente acho que só resta proteger o que ainda existe e assumir que o passado foi destruído e que a culpa foi de muita gente - provavelmente nossa. 


F. Essy

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Manchando!

               Buenas, pessoal! A Feira ta aí e eu novamente fui convidado para ser o Xerife. Todo mundo me pergunta o que é um "Xerife" de Feira e a melhor resposta que eu consigo dar é de que eu sou um "anfitrião simbólico", pois o meu dever é declarar a feira aberta e fechada todas os dias de funcionamento, com a sineta, além de receber os convidados e fazer aquela "sala". É uma função muito bacana que eu desempenho contente.

                 Seguindo a ideia da edição anteriror de representar um personagem literário, esse ano eu decidi construíir uma armadura de Dom Quixote. Ta, caprichei um pouquinho mais do que a original, afinal eu não ia fazer um elmo tosco de papelão, mas de qualquer forma eu achei que ficou bem legal. Confiram  aí como foi a produção dessa armadura literária ;)









Para fazer a armadura, eu me inspirei no figurino do Dom Quixote da adaptação incabada de Orson Walles para o cinema e também algumas gravuras de armaduras espanholas do século XV.









                  A primeira coisa a se fazer foi decidir o material. Eu optei por umas chapas de... de... bem, não lembro o nome, mas é um metal fino e firme. Menos quente que papelão, mais facil de se trabalhar do que com plástico,  acabei comprando uns 4 metros e alguns rebites. No fim gastei pouco mais de 50 pila.







Aí começou a cortação, dobração, martelada...
Não foi tão difícil fazer o peitoral e braçadeiras


 




Feitas as peças do corpo, eu pedi ajuda para o meu pai
para dar um acabamento com borracha e rebites.


                Foi chegando no chápeu que a dor de cabeça literalmente começou a aparecer. O prazo encurtando, eu não achando jeito de malear o metal e deixá-lo redondo... até que veio a brilhante (???) ideai de usar uma panela da minha mãe... Bem, eu consolei ela dizendo que uma panela de inox não poderia ter promoção melhor na vida do que virar armadura, então...


                Destaco a grande ajuda que recebi do Wando da Moda Couro que com toda boa vontade me cedeu couro para fazer as amarras e até mesmo me ajudou fazendo as tiras. Deixo aqui meu imenso obrigado a esse grande amigo.


            A Feira começou muito bem e diversas atrações ainda estão para acontecer, então encerro a postagem com a foto tirada com a minha grande colega de Letras Carime Gil. Aquele abraço!



F. Essy